No Brasil quem determina as tarifas de energia e como tudo isso vai funcionar é a ANEEL. A ANEEL classifica cada consumidor como “unidade consumidora” e a partir daí, as classifica e aplica as tarifas que vão variar principalmente em função do nível e tensão em que o consumidor é atendido e sua demanda de energia.

Os consumidores que estão enquadrados no Grupo A necessitam de tensão acima de 2.300 volts. Geralmente são indústrias, shoppings, edifícios comerciais e centros comerciais de maior porte. Esse grupo é subdividido no seguinte esquema:

  • Subgrupo A1 – para tensão de 230kv ou mais;
  • Subgrupo A2 – para tensão de 88 a 138kv;
  • Subgrupo A3 – para tensão de 69kv;
  • Subgrupo A3a – para tensão de 30 a 44kv;
  • Subgrupo A4 – para tensão de 2,3 a 25kv
  • Subgrupo AS – para sistemas subterrâneos;

Já o grupo B, são os consumidores que necessitam de tensão até 2.300 volts (baixa tensão). Nesse grupo, geralmente estão residências, lojas, agências bancárias, edifícios comerciais, e pequenos centros comerciais, que na maioria dos casos, são atendidos nas tensões de 127 ou 220 volts. Esse grupo também é subdivido, conforme a seguir.

  • Subgrupo B1 – residencial e residencial baixa renda;
  • Subgrupo B2 – rural e cooperativa de eletrificação rural;
  • Subgrupo B3 – demais classes;
  • Subgrupo B4 – iluminação pública.

As oportunidades de redução de custo e otimização de orçamento geralmente estão quando a organização realiza um planejamento adequado. As tarifas vão variar em função do grupo e subgrupo em que a organização está inserida. Em alguns casos, existe a oportunidade de alteração da tensão recebida para que dessa maneira a tarifa fique mais barata e seja possível obter uma redução significativa no custo de energia.