Se você precisa entender um pouco mais sobre eficiência energética em motores elétricos, nesse artigo explicamos tecnicamente os fatores principais desse assunto!

Na maioria das indústrias os motores elétricos são responsáveis por uma parcela considerável no consumo de energia. Consequentemente, se esses motores não trabalham de maneira eficiente, há uma elevação no custo final, principalmente se esses fatores não forem considerados no programa de gestão de energia.

Motores elétricos CA (de corrente alternada) convertem energia elétrica em energia mecânica de modo a produzir trabalho e seus principais componentes são o estator e o rotor. O estator é um anel metálico com fendas, em que são fixadas as bobinas de fio isolado em um núcleo de aço. O rotor é uma haste com barras condutoras.

O princípio de funcionamento dos motores CA é produzir uma rotação a partir de campos eletromagnéticos induzidos pela corrente alternada que passa pelas bobinas elétricas. Ou seja, o rotor interage com o campo eletromagnético criado no estator, fazendo-o girar e produzir torque.

De forma resumida, estes são algumas características fundamentais dos motores CA:

  • Tensão de Alimentação: costuma ser de 110 ou 220 VAC em motores que geram um torque menor, mas podem chegar a 460 ou 600 VAC em motores para aplicação industrial;
  • Corrente de Partida: é a corrente necessária para iniciar o movimento de rotação do motor assim que entra em funcionamento. Geralmente é o maior valor de corrente durante seu ciclo de funcionamento;
  • Corrente Nominal: capacidade máxima de corrente elétrica que um determinado aparelho, máquina ou dispositivo é capaz de suportar sem que os mesmos sejam danificados, garantindo dessa forma um bom desempenho. Muito útil no dimensionamento dos cabos de alimentação e circuitos de proteção do motor;
  • Frequência: indica a frequência das oscilações de corrente alternada, no Brasil é de 60Hz. Para motores CA, a frequência é quem define sua velocidade de rotação.

A eficiência energética em motores elétricos é indicada pelo percentual de energia elétrica na entrada que é convertida em energia mecânica. Já que esse motores podem representar mais que 50% do consumo de energia de uma indústria, devem ser um dos principais focos de atenção quando o objetivo for a redução do consumo.

A seguir, destacamos alguns pontos críticos que garantem sua adequada operação.

  • Ventilação: Motores podem sofrer aquecimento excessivo se instalados em locais com circulação de ar limitada;
  • Temperatura ambiente: em geral, os isolantes dos motores são dimensionados para uma temperatura ambiente máxima de 40ºC;
  • Quedas de tensão: a intensidade da corrente aumenta e o motor se superaquece quando ocorrem quedas de tensão;
  • Sobretensão: aumenta o torque e pode danificar o motor durante a partida;
  • Partida: o consumo de energia das partidas é maior se a linha de alimentação não é capaz de limitar a queda de tensão. Além disso, partidas muito frequentes podem aquecer o motor excessivamente;
  • Isolantes térmicos: os isolantes podem ter sua vida útil reduzida em função de aquecimento excessivo do motor, que pode ser causado por sobretensão, altas correntes de partida, poeira e gases;

A melhor maneira de se identificar perdas energéticas nos motores é realizando um mapeamento desses equipamentos com dados nominais, auditorias e diagnósticos energéticos, além do monitoramento do consumo de energia em tempo real.

Dessa maneira, é possível observar as oportunidades de otimização dos processos, adequações técnicas estruturais, alterações de carga e até a remoção ou substituição de motores em sistemas que estejam superdimensionados.

https://www.citisystems.com.br/motor-eletrico/

http://www.dee.ufrn.br/~joao/manut/10%20-%20Cap%EDtulo%208.pdf